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O Futuro do Trabalho: 3 coisas que você precisa saber

25 de Setembro de 2019

A incorporação de novas tecnologias no mundo do trabalho vem acontecendo de forma tão dinâmica que acompanhar tal evolução tem sido quase impossível. Trabalhadores das mais diversas áreas têm o receio de que esse crescente uso das máquinas e softwares possa vir a tornar sua função obsoleta.

Um relatório do Fórum Mundial Econômico (FME), chamado Future of Jobs Report (Relatório do Futuro do Trabalho, tradução livre), indicou as tendências no mundo do trabalho até o ano de 2022. O estudo analisou 12 setores diferentes da indústria, a fim de descobrir as áreas em que surgirão e desaparecerão vagas no mercado.

Nós elencamos três tendências apontadas pelo estudo:

 

1. As novas habilidades dos profissionais

Seja qual for a profissão, existem habilidades essenciais para desempenhá-la. O estudo do FME assinala que uma média de 42% dessas habilidades elementares para um cargo devem mudar até 2022. Ou seja, surgirão novas demandas para as áreas, assim como algumas atividades não serão mais necessárias.

Pensamento analítico, aprendizado ativo e design tecnológico são algumas das novas skills que serão requeridas no mercado. Ao passo que habilidades como destreza manual, resistência e precisão não serão tão relevantes.

Uma boa notícia: o estudo destaca que habilidades humanas, como criatividade e originalidade, ainda devem ser altamente valorizadas no futuro do trabalho. Assim como a demanda por inteligência emocional e liderança deve crescer.

 

2. As profissões que surgem ou desaparecem

A tendência, segundo o estudo, é de que as profissões em ascensão hoje permaneçam nessa crescente (de 16% para 27% do quadro profissional em grandes empresas globais). Da mesma forma, as profissões que estão em decadência tendem a manter sua inércia (diminuição de 31% para 21%).

As principais áreas em emergência são as de análise de dados e desenvolvimento de software. Além disso, especialistas em campos que lidam com traços humanos, como marketing, vendas e desenvolvimento organizacional, também devem se destacar no futuro do trabalho.

Já entre as profissões em decadência estão as relacionadas à inserção de dados e a secretariado executivo e administrativo. Em números concretos, de acordo com o Future of Jobs Report, 133 milhões de novos empregos surgirão e 75 milhões de ocupações atuais sofrerão algum tipo de mudança.

 

3. A cooperação entre humanos, máquinas e algoritmos

Atualmente, os seres humanos cumprem em torno de 71% do total de horas de trabalho, ao passo que máquinas e algoritmos preenchem 29% das demais horas. Ou seja, para cada 1h em que seres humanos cumprem suas funções, as máquinas trabalham 24min.

Até 2022, estima-se que essa diferença será de 58% por humanos para 42% pelos sistemas. Um equivalente a 43min de trabalho das máquinas para cada 1h trabalhada por pessoas. Até 2022 também, computadores realizarão 62% do processamento de dados, pesquisa e transmissão de informação das empresas. Hoje, essas tarefas são predominantemente desempenhadas por humanos.

Até as vagas que hoje são majoritariamente preenchidas por humanos, como as de comunicação e de gerenciamento, deverão dar espaço para uma maior intervenção de novas tecnologias e máquinas.

 

Com o mundo do trabalho em constante mudança, também é um desafio para a legislação acompanhar essas evoluções. Por tanto, auxílio jurídico na área trabalhista torna-se mais do que necessário nestes tempos fluidos. O profissional do futuro, além de ter domínio de técnicas de informática e análise de dados, deve conhecer seus direitos e saber como protegê-los.